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Trabalho: Vocação ou Obrigação?
22 / 09 / 2009

Trabalhar é uma bênção, é a oportunidade que cada um de nós tem de contribuir para uma sociedade melhor, para o bem-estar de todos e para a Mãe Terra que nos acolhe desde o nosso nascimento.

A maior parte das pessoas sente uma insatisfação profunda com o trabalho e as razões principais são: não gostar do que faz ou sentir-se mal remunerado. Muitos têm sonhos de profissões que não puderam concretizar por várias circunstâncias da vida e então trabalham no que o seu nível académico lhes permite, sonhando com o Jackpot de jogos (na ilusão da vida melhor que isso lhes traria), trabalhando com uma insatisfação diária ansiando pelo fim-de-semana e pelas férias.

A insatisfação está no nosso interior, não é a actividade exterior que nos realiza. Essa é o resultado dos nossos pensamentos e emoções. Existem muitas pessoas que tendo crescido em condições miseráveis conseguiram realizar os seus sonhos (e muitas vezes com grande oposição de todos á sua volta) e tornaram-se pessoas bem sucedidas. Infelizmente a maioria deixa-se ficar na posição de vítima alegando falta de condições, de apoio, etc. e assim continuam.

A diferença está no pensamento, no sonho, tal como diz na letra da canção “A Pedra Filosofal”: “O sonho comanda a vida e sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança…”

É tudo uma questão de percepção. Se trabalhamos, porque gostámos, o trabalho é uma alegria, é fonte de saúde, de bem-estar.
A segunda queixa é consequência da primeira. As pessoas sentem-se mal remuneradas porque não gostam do que fazem. Mas, seria justo serem bem remunerados não gostando do seu trabalho?

É um facto que estamos a viver anos de crise, mas são estas fases que nos levam a repensar os valores pelos quais regemos a nossa vida. Muitas vezes escuto pessoas dizerem: “que maçada, ter que trabalhar!”, “quem me dera estar na praia e não no trabalho!”, “estou farto desta empresa!”. Depois sobrevêm a crise e o desemprego e aí surge a aflição! Mas, afinal não foi o que andaram durante anos a dizer que era o que desejavam???

Proferimos palavras impensadas sem considerar o impacto que isso terá na nossa vida a curto ou longo prazo. O que semeámos, colhemos. Esta é uma das leis da vida e funciona sempre. Está no tempo de mudarmos a nossa percepção e o mundo mudará em consequência.

No trabalho, temos grandes oportunidades de aprendizagem, não apenas pela actividade que realizámos, mas pelo relacionamento com os colegas, com o patrão. Atraímos para a nossa vida, as lições e as pessoas que nos vão permitir crescer. Por exemplo, uma pessoa incapaz de colocar limites, de dizer “Não”, irá atrair um patrão autoritário. Esta situação encerra em si uma lição para ambos.

Tudo a que se resiste, persiste. A partir do momento em que agradecemospelo trabalho e pelos colegas (mesmo os que são difíceis) a lição estará aprendida e a oportunidade de mudança surgirá num ápice, porque deixamos de resistir.

A crise actual pode ajudar-nos a tomar consciência sobre o poder da escolha e o uso consciente da energia criativa inerente a cada um. Estamos numa encruzilhada de valores. Vamos afundar-nos no caos, na confusão, nas limitações do ego, ou elevar-nos a um novo paradigma descobrindo as infinitas possibilidades que cada crise e cada circunstância da vida encerram em si?

Se queremos uma sociedade mais harmoniosa, mais justa, precisámos de nos centrar no nosso trabalho pessoal interior e exterior. A transformação do sistema social está intimamente ligada á transformação individual. Na origem dos problemas está a inconsciência do ser humano e a resistência á mudança. Esta resistência é uma estratégia do ego, para não perder o poder e o controle da vida que conhece. Está na hora de olhar a vida de frente, de deixar o medo de lado, de abandonar conceitos limitadores de falsas seguranças, de falsas protecções e aceitar que temos poder para tudo.

Hoje em dia, fala-se muito do “Segredo”, da “Lei da Atracção”, para atingir objectivos: 1 milhão de euros, 1 casa nova, 1 carro novo, 1 relacionamento feliz, etc. Mas, mesmo que alguém conquiste os seus objectivos exteriores, se não encontrar a satisfação da alma, passada a euforia, a tristeza e a insatisfação vão bater á porta de novo.

Uma outra questão em relação á insatisfação no trabalho é a comparação. Muitas vezes o nosso valor e realizações ficam na sombra, ignorados, porque fazemos comparações constantes com aqueles que julgámos estarem melhor do que nós. Despendemos tempo e energia nesse processo, desperdiçando oportunidades que passam ao lado imperceptíveis devido á nossa cegueira interior.

O que seria da vida sem os “trabalhos inferiores”? O que faríamos sem os trabalhadores que recolhem o lixo á noite? Que médico conseguiria fazer uma cirurgia numa sala de operações suja, e sem o apoio de todo o pessoal auxiliar? Que restaurante poderia funcionar sem os ajudantes de cozinha que lavam e limpam tudo? Todos são igualmente importantes e quando cada um compreende o papel importante que desempenha no bem-estar de todos, independentemente do destaque que acha ter, o trabalho torna-se uma vocação que contribui para o bem de todos e não uma obrigação para se poderem pagar as despesas. Sem o trabalho de todos nos bastidores, o actor não pode actuar.

Hoje é requerido amar o trabalho!

 
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