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Perdão - ZEN Abril 2010
22 / 04 / 2010

Perdão - O caminho da liberdade

Este é um artigo publicado na revista ZEN de Abril 2010. Foi formatado para fácil leitura neste website, para ver a versão original do artigo, descarregue aqui o ficheiro PDF.

Há anos que terapeutas holísticos me diziam «os outros são o nosso espelho». Eu ficava irritada, porque olhava para certas pessoas e achava que eu não era assim, como é que elas poderiam espelhar-me? Até que um dia, ao olhar para um cão, surgiu-me uma ideia relativamente a este tópico. Os animais conseguem ver e ouvir espectros de luz e som imperceptíveis para os seres humanos. É como se "tivessem um determinado software que lhes permite ter acesso a outros programas".

Nos seres humanos, encontramos quem consiga percepcionar a maldade dos outros ou segundas intenções com muita facilidade ou aqueles que, ingénuos ou inocentes, raramente conseguem detectar mal nos outros. As crianças dificilmente conseguem ver maldade nas pessoas, mas com o tempo vão-se transformando tanto por conceitos incutidos como pela experiência da vida.

Na realidade, todos nós transportamos muita informação e memórias de outras vidas nas nossas células e no nosso campo energético, por isso é que nos deparamos com pessoas que nos irritam ou magoam para podermos ir ao encontro dessas memórias e curá-las pela nossa atitude. É como ‘formatar o disco’ para colocar nova informação. Memórias de dores só podem ser limpas pelo perdão e substituídas pelo amor e alegria, e assim poderemos escrever um novo capítulo da nossa vida ou até reescrevê-lo. Ao longo de várias vidas, através dos tempos, fomos acumulando crenças que consciente ou inconscientemente criam a nossa realidade. Nós manifestamos tudo em que acreditamos. O que acontece fora de nós é apenas um reflexo e não vamos alcançar a cura ao ‘limpar o espelho’. Se eu vestir uma blusa com uma mancha e me olhar ao espelho, por muito que o limpe, a mancha não vai sair. Mas quando limpar a blusa o e pelho vai também reflectir essa alteração. Se eu acredito de forma consciente ou não que as pessoas vão agir de um determinado modo comigo, então vou atrair pessoas que agem exactamente como acredito… até que limpe os pensamentos que criaram esse padrão.

Quais são os obstáculos ao perdão?

1 – O orgulho. Muitas vezes as pessoas têm dificuldade em abdicar da razão ou da mágoa. Acham que isso é permitir serem ‘pisadas’ pelos outros ou que demonstra sinal de fraqueza, do género ‘o que é que as outras pessoas vão pensar de mim?’ Na realidade, a alma mais forte é aquela que tem a coragem de perdoar. A pessoa que pretende ficar com a razão será sempre uma vítima dessa situação, porque nunca esquece a agressão, a palavra, o abandono. Reprimir ou aguentar uma mágoa, independentemente da justificação, vai ter repercussões na saúde a médio ou longo prazo.

2 – A perda. O processo de perdão está sempre ligado a uma perda, da pessoa, ou situação que nos fez perder algo, tal como a alegria, a esperança, uma imagem positiva de nós mesmos, um emprego, etc., e em segundo lugar, perder o apego à dor que nos agarrou interiormente e perdoar implica deixá-la ir. Quando começamos a compreender que todas as pessoas são um instrumento divino para nos ajudar a crescer, esta perda deixa de ter significado. Infelizmente, a maior parte das vezes só crescemos através das dificuldades. São os confrontos com o ego que nos podem ajudar a libertar e evoluir, escutando a voz da nossa alma. Ao olhar deste ponto de vista, compreendemos que a única perda é do tempo e energia emocional dispendida com as mágoas e feridas que insistimos em reviver constantemente. Aliás, a palavra ressentimento significa sentir de novo!

3 – Merecimento. O ego quer fazer-nos acreditar que não somos dignos do perdão, por um lado, ou que os outros foram demasiado cruéis para merecerem ser perdoados.

4 – Medo. Por vezes, as pessoas convencem-se de que se não perdoarem os outros estão a proteger-se de situações futuras com essas ou com outras pessoas.

O que é o perdão na prática?

Citando Gerald Jampolsky no seu livro ‘Perdoar’: «Da perspectiva do Amor e do Espírito, o perdão é a vontade de deixar para trás o passado doloroso. É a decisão de deixar de sofrer, de curar o coração e a alma. É a escolha de deixar de encontrar valor no ódio ou na raiva. E é abandonar o desejo de magoar os outros ou a nós mesmos por algo que já é passado. É o desejo de abrir os olhos à luz dos outros em vez de os julgar e condenar. Perdoar é sentir a compaixão, a brandura, o carinho e o amor que está sempre dentro do nosso coração, independentemente de como o mundo nos possa parecer no momento. O perdão é o caminho para um local de paz e felicidade interior, o caminho para a nossa alma.»

O que acontece se não soubermos perdoar?

Quando não perdoamos envenenamos o corpo com toxinas e surgem doenças graves a médio ou longo prazo; envenenamos a mente que fica bloqueada, não consegue seguir em frente; envenenamos a alma, bloqueando a Presença Divina na nossa vida; ficamos prisioneiros de nós mesmos. Em suma, tomamos veneno e esperamos que o outro morra! O único medicamento possível para essas doenças é, de facto, o amor e o perdão. Para afastar os obstáculos anteriormente mencionados, precisamos de:

» Alterar o nosso sistema de crenças e olhar as outras pessoas como seres de luz e amor que, na realidade, têm tanto medo como qualquer outro ser humano por muito cruéis que se mostrem.

» Acreditar no Amor e compreender o impacto dos nossos pensamentos e sentimentos não apenas em nós, mas à nossa volta.

» Libertar a dor do passado e o medo do futuro, pois quando nos agarramos ao que já vivemos iremos construir um futuro igualmente doloroso.

» Optarmos por sermos felizes e não por termos razão, pois merecemos ser felizes. O perdão verdadeiro é muito simples, é apenas agradecer pela experiência vivida!

 

 
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