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A energia (vida) dos alimentos - ZEN MARÇO 2011
05 / 03 / 2011
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Cada porção de comida ingerida contém não apenas os nutrientes para o nosso corpo físico, mas também o sabor que compensa as nossas emoções, a escolha que reflecte a nossa filosofia de vida, as memórias dos hábtiso familiares, as tradições culturais, as nossas crenças religiosas.

Na realidade, a alimentação de um ser humano desde que nasce até que morre expressa muito do seu carácter e do seu comportamento ao longo da sua jornada terrena.

Erros e excessos alimentares

Vejamos, em primeiro lugar, o ponto de vista físico. Hipócrates, o pai da medicina (numa era longínqua da convencional!), disse «Faz do alimento o teu medicamento!». Em pleno século XXI precisamos de reflectir sobre este aspecto, especialmente porque pelo menos 80% das doenças actuais são derivadas de erros e excessos alimentares, portanto faz sentido corrigir o problema, ou não? Por exemplo, o número de pessoas que morrem em consequência de problemas cardiovasculares a nível mundial, anualmente, corresponde, em analogia, à queda de um avião com, pelo menos, 300 passageiros a bordo, de hora a hora, 24 horas por dia, 365 dias por ano. É aterrador! De certeza que, se isto acontecesse na realidade, ao fim de 1 dia, todos desistiríamos de andar de avião. Pois bem, então qual a solução? Entupirmo-nos de fármacos? De fármacos está o mundo cheio e estes problemas, tal como outros, como o cancro e diabetes, continuam a aumentar a um ritmo alucinante.

ImagePrecisamos ouvir novamente Hipócrates, mas, de preferência, pôr em causa os seus ensinamentos. Tal como um carro não funciona com o combustível errado, o nosso corpo também começa a ter muitos problemas com o alimento errado. Tudo o que ingerimos fará parte de nós a nível celular, permitindo que este corpo maravilhoso possa funcionar em pleno.

Alimentos que nos mantêm saudáveis...

Há alimentos que activam a vida e nos mantêm saudáveis, como as frutas, os legumes, os cereais integrais, a água, e que devem ser ingeridos todos os dias, com equilíbrio, pois tudo o que é demais, mesmo que seja benéfico, vai ser eliminado até um certo ponto e o excesso cria desequilíbrios. O nosso corpo tem capacidade de armazenamento e utilização limitada assim como de eliminação limitada. Se assim não fosse não se dariam os excessos e tudo seria eliminado. Por exemplo, se comermos 1kg de cenouras por dia, ficaremos com excesso de betacaroteno e a pela começa a ter um tom alaranjado, sendo que decorrem vários problemas de hipervitaminose. Isto mostra que, mesmo um alimento bom, em excesso, torna-se prejudicial.

... e que desgastam o nosso organismo.

Por outro lado, temos alimentos que desgastam o nosso organismo, tornando-o ácido e propenso a doençãs, como é o caso das gorduras hidrogenadas e saturadas, alimentos refinados, álcool, açúcar, corantes, conservantes, enchidos, assim como o excesso de carnes e de lacticínios.

As frutas, legumes, hortaliças, sementes, frutos secos, cereais integrais e germinados são os alimentos que curam o nosso corpo e nos mantêm saudáveis. Vejamos as suas qualidades:

  • São antioxidantes;
  • Têm uma acção remineralizante sobre os ossos;
  • Contêm elementos fotoquímicos de acção curativa no organismo;
  • Diminuem os níveis de colesterol;
  • Fortalecem o sistema imunitário;
  • Protegem de várias doenças (cancro, diabetes, hipertensão, arteriosclerose, etc.).

Na realidade, a maioria das pessoas tem este conhecimento ou , pelo menos, algumas noções. Então, porque continuamos com estes problemas? Porque a comida é um refúgio para a solidão, o abandono, a insegurança, a baixa auto-estima, os problemas financeiros, o medo, as separações, seja por divórcios ou por morte. Para equilibrar a alimentação precisamos de equilibrar as emoções com energia que gera vida e alegria: a gratidão, o amor incondicional, o perdão! As emoções também nos alimenta, tanto pelo positivo, como pelo pólo oposto. Há quem se alimente de amor e quem se alimente de inveja, ciúme, padrão de vítima, por isso uma auto-análise é muito importante e eficaz.

É importante parar para pensar e MUDAR! Às vezes, as pessoas dizem que «a vida são 2 dias. Não faz sentido fazer sacrifícios, temos que comer e beber o que gostamos!» Então, porque correm para o médico a pedir ajuda quando estão doentes? Se a vida são 2 dias...! Desculpem, mas acho que isto revela 'alguma' incoerência mental Sem dúvida que doenças podem surgir independentemente dos bons hábitos alimentares, mas a probabilidade é menor e a questão principal não é morrer ou não morrer, porque sabemos que isso um dia acontecerá a todos, mas sim a qualidade de vida. Quando um de nós fica doente não estamos sozinhos a sofrer. Sofra a família, a empresa, a nação, porque todos fazemos parte do país e do mundo. Apenas vos exorto a reflectir e, se fizer sentido, vão fazendo pequenas mudançãs e informem-se para que a vossa vida seja cada vez melhor, mais feliz e mais saudável.

A escolha alimentar está directamente relaccionada com a nossa evolução interior, tanto como indivíduos, quanto como nação, cultura e, em última análise, como consciência da humanidade. Vamos evoluir todos juntos.

Namasté.

 
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