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ZEN 09/13 - O culto da beleza
30 / 09 / 2013

Em busca da perfeição corporal

O culto da beleza

Em pleno séc. XXI, numa sociedade com tantos avanços tecnológicos e científicos, a beleza feminina (e masculina também) é cada vez mais definida por parâmetros exteriores. Na Grécia Antiga, a beleza da mulher era definida pelo conjunto dos seus valores morais, filosóficos e estéticos. Ao longo da Idade Média, do Renascimento e da Idade Moderna, a beleza corporal da mulher estava ligada à sua ‘função’ como mãe ou como amante.

O séc. XX viu a maior transformação do conceito de beleza feminina no menor espaço de tempo em relação a todas as épocas passadas, sobretudo a partir da segunda década e acentuando-se nos anos 80 em que a mulher bela tem que fazer dieta, exercício e ter, de preferência, as medidas certas. De seguida, vimos surgir um padrão de beleza anorético transmitido pelas jovens modelo e maioritariamente adolescentes. No séc. XXI a beleza da mulher está a tornar-se cada vez mais artifcial, esculpida por cirurgias de reduções, aumentos, alterações variadas, maquilhagem excessiva, pestanas falsas, lentes de contacto coloridas, etc. Hoje em dia, as pessoas sentem que têm que agradar à primeira vista e, como tal, o corpo é a sua imagem de troca que vai ser aceite ou rejeitada. Desta forma, sacrificam-se no ‘altar’ do bloco operatório, não tendo a noção que a mais simples e banal intervenção cirúrgica acarreta riscos e sofrimento.

Não confunda perfeição com felicidade e realização

A busca da perfeição corporal é confundida com felicidade e realização, ocupando, desta forma, o lugar do respeito e auto-estima, acabando por gerar grandes frustrações. É preciso reflectir… quem lucra com esta inversão de valores? A milionária indústria da beleza que vende sonhos de felicidade, beleza e sucesso pelas suas ‘deusas’ da publicidade criadas com maquilhagem, luz adequada, efeitos especiais e o grande trunfo do photoshop.

O envelhecimento da mulher

O envelhecimento da mulher, hoje em dia, é visto como negligência dela mesma e como tal todas as rugas devem ser eliminadas ou drasticamentediminuídas. Os produtos antienvelhecimento têm uma venda muito superior aos produtos de maquilhagem. O que se passa? Que ideia nos venderam? De que não somos suficientemente ‘boas’ com rugas ou a partir de uma determinada faixa etária?

Pensem, mulheres, despertem para o vosso poder interior e elevem a vossa auto-estima e ninguém vos poderá enganar com falsas aparências.

Seja feliz

Olhe para a grandiosidade do seu ser, muito além de rugas, de cicatrizes. O ser divino que cada um é neste belo planeta e que está aqui para amar e ser feliz. O segredo é que a felicidade começa no coração e nada exterior a pode trazer, se não existir no interior. Uma das leis universais é a causa-efeito. Se tiver felicidade dentro de si, irá surgir na sua vida. Se não tiver, o efeito também é visível. Viva a vida plenamente, pois assim estará alinhado com todo o seu ser e tudo flui para si, tal como a água que flui com a corrente.

Testemunho

Este ano, participei na apresentação de um trabalho feito por um fotógrafo que se chama Gonçalo Cunha de Sá e no seu documentário fotografou 106 mulheres vítimas de cancro da mama. O seu trabalho transmite esperança e coragem a todas as mulheres que passam por essa situação ou já passaram. Uma das entrevistadas que tinha posado semi-nua, mostrando a cicatriz que ficou no lugar do seu seio, dizendo: «Eu sou uma mulher e não uma mama». Esta frase tocou-me profundamente, pois mostrou-me o quanto aquela mulher se respeita e se ama e se vê muito mais além do que aquela cicatriz. Além disso, essa cicatriz representa a sua luta, dor e vitória. Para mim, foi uma grande lição. Até cerca dos meus 30 anos tive um drama interior profundo com uma grande cicatriz que tenho na barriga, derivada de uma cirurgia aos 10 anos em consequência de uma peritonite do apêndice e que me levava a não me expor na praia em biquíni e até a esconder-me nos relacionamentos íntimos. Eu deixei que a minha auto-estima se reduzisse à minha cicatriz durante muitos anos até que, finalmente, me amei e me vi muito além disso e, hoje em dia, não tenho qualquer problema em estar na praia, nem com os olhares de quem quer que seja. Mas, precisei de fazer este caminho de amor-próprio. Por isso é que a frase daquela mulher me tocou tanto, pois eu sinto o mesmo.

 
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