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ZEN - As crianças, os adolescentes e a alimentação vegetariana
02 / 09 / 2015
Ser vegetariano não é uma moda, ou não deveria ser!
 
É um modo de vida profundamente sentido por quem o escolhe e vive.
 
Enquanto que um adulto se torna vegetariano na maior parte dos casos por questões de saúde, ecológicas ou espirituais, as crianças e adolescentes que o fazem é com um sentido profundo de compaixão por todos os animais, pelo seu direito á vida e bem estar. Ao mesmo tempo eles têm tendência a serem mais pacíficos e terem um sentimento positivo acerca de si mesmos.
 
Esta sensibilidade infelizmente é pouco compreendida pela maior parte das pessoas que os rodeiam, levando a batalhas infindáveis na hora da refeição e a conflitos nos relacionamentos. 
 
Estamos a viver um novo paradigma por um lado pela busca de evolução interior e por outro lado pela crise de valores (e consequente crise económica) que em termos de alimentação também se expressam respectivamente pela procura de uma alimentação equilibrada e intuitiva e por outro lado pelos erros alimentares e excessos mais ou menos conscientes. 
Ser vegetariano não é uma moda, ou não deveria ser!
 
É um modo de vida profundamente sentido por quem o escolhe e vive.
 
Enquanto que um adulto se torna vegetariano na maior parte dos casos por questões de saúde, ecológicas ou espirituais, as crianças e adolescentes que o fazem é com um sentido profundo de compaixão por todos os animais, pelo seu direito á vida e bem estar. Ao mesmo tempo eles têm tendência a serem mais pacíficos e terem um sentimento positivo acerca de si mesmos.
 
Esta sensibilidade infelizmente é pouco compreendida pela maior parte das pessoas que os rodeiam, levando a batalhas infindáveis na hora da refeição e a conflitos nos relacionamentos. 
 
Estamos a viver um novo paradigma por um lado pela busca de evolução interior e por outro lado pela crise de valores (e consequente crise económica) que em termos de alimentação também se expressam respectivamente pela procura de uma alimentação equilibrada e intuitiva e por outro lado pelos erros alimentares e excessos mais ou menos conscientes. 
 
Embora haja sempre algumas vozes contra o vegetarianismo, há cada vez mais estudos que comprovam o seu efeito positivo global. Eis alguns exemplos:
  • Os vegetarianos apresentam menor risco de doenças cardiovasculares e tensão arterial elevada
  • Menor incidência de alguns tipos de cancro e de litíase biliar e renal
  • Baixo índice de diabetes, obesidade, osteoporose
  • Baixo índice de proteína C – reactiva e IGF – 1 (sobretudo os que não consomem lacticínios)
Para usufruir de todas as vantagens de uma alimentação vegetariana, é preciso fazê-la correctamente e ter atenção aos nutrientes como: cálcio, ferro, zinco, proteínas, ómega 3 e vitamina B12. 
 
Alimentos ricos em cálcio: vegetais de folhas escuras (couve galega tem muito mais cálcio do que o leite), brócolos, sementes de linhaça, sésamo e chia, amêndoas, avelãs, grão-de-bico, quiabo.
 
Alimentos ricos em ferro: vegetais de folhas escuras, beterraba, leguminosas, grãos integrais, sementes, melaço, algas. Para aumentar a absorção de ferro, é importante ter em atenção alguns aspectos:
  • Evitar cacau, café, chá preto (exemplo: Ice Tea que tantas crianças e adultos bebem) e lacticínios às refeições
  • Evitar farelos de cereais integrais, pois são ricos em fitatos que diminuem a absorção de ferro
  • Incluir em cada refeição vegetais e frutas ricas em vitamina C e temperar a salada com sumo de limão e não vinagre
  • Comer frutas oleaginosas e frutas secas fora das refeições
Alimentos ricos em zinco: sementes de sésamo, gérmen de trigo, grãos integrais, cereais integrais, castanhas, legumes, frutas e tubérculos.
 
Alimentos vegetais com alto teor proteico: quinoa, millet, trigo-sarraceno, amêndoa, nozes, sementes de chia, abacate, germinados. 
 
Alimentos ricos em Omega 3: sementes de linhaça, sementes de chia, óleo de linhaça, brócolos, nozes, abacate, abóbora. 
 
Quanto á vitamina B12 a sua fonte vegetal é muito diferente e como tal no caso de deficiência aconselha-se um suplemento da mesma. 
 
A alimentação vegetariana apenas restringe os alimentos de origem animal, mas amplia o consumo de cereais, grão, sementes, tornando-a assim muito mais rica e variada, com um menor consumo de gorduras e com uma ingestão proteica mais adequada às recomendações (embora de outra origem).
 
A carne pode ser perfeitamente substituída com uma combinação correcta dos alimentos como leguminosas (ricas em lisina) e cereais (ricos em metionina). Nos cereais temos uma excepção que é o trigo-sarraceno que é o cereal mais rico em lisina e também rico em rutina, quercitina, manganês, magnésio, zinco, fósforo, ferro e cobre. A sua preparação é idêntica ao arroz. 
 
As crianças e adolescentes que comem muita carne, adquirem maior resistência aos fármacos, devido ao excesso de antibióticos aplicados aos animais de abate. Além disso muitos estudos também revelam uma maior tendência para agressividade nestes do que nos vegetarianos. 
 
Um outro grande problema alimentar da nossa sociedade é excesso de açúcar; e as crianças viciam-se nele desde tenra idade com as chupetas passadas em açúcar para calar os bebés. As doenças causadas por estes excessos transformaram-se numa verdadeira epidemia, nomeadamente no que respeita a obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e cárie dentária. 
 
O açúcar também causa alterações emocionais, mudanças de humor, irritabilidade, fadiga e hiperactividade, ao mesmo tempo que diminui a resistência do nosso corpo às infecções.
 
É inquestionável que o nosso corpo precisa de glicose, que é o combustível do cérebro e cuja presença é fundamental para um grande número de actividades do nosso organismo. No entanto, esta glicose está incluída nos alimentos naturais e não precisámos dela na forma de um veneno branco que leva o nosso corpo a um estado de superacidez, desmineralizando-o, roubando-lhe o cálcio, magnésio, zinco, cobre, selénio e ainda mais nutrientes adicionais.
 
O açúcar refinado não é amplamente denunciado enquanto o veneno que é, e isto ocorre por várias razões:
  • O lucro da indústria alimentar
  • O facto de que nos vai adoecendo lentamente, sem manifestações imediatas
  • É um ópio socialmente aceite e amplamente divulgado nos meios de comunicação
  • Nas famílias, o docinho para a criança funciona frequentemente como prémio. Por outro lado, a ignorância generalizada em relação aos efeitos destrutivos dos doces é tamanha que os pais que não querem dar açúcar aos filhos são criticados pelo resto dos familiares, quando não pela própria escola. As papilas gustativas das crianças são muito mais sensíveis do que as dos adultos; e, como tal, ficam facilmente viciadas.
  • Comer doces também é uma actividade social. Como a maioria dos ocidentais é viciada em açúcar, é extremamente difícil denunciá-lo como mau da fita quando toda a gente à volta da mesa está ansiosa por experimentar a sobremesa. 
Alternativas saudáveis ao açúcar:
 
O adoçante mais saudável e natural está presente na fruta, como banana, pêssegos, peras e mangas e com estas podem fazer inúmeras mousses e sobremesas sem adicionar qualquer açúcar.
 
Adoçante caseiro de tâmaras: triture 1 chávena de tâmaras sem caroço em meia chávena de água. Pode-se utilizar em cereais de pequeno-almoço, bolos, mousses, sobremesas com fruta e batidos.
 
Frutos secos, tais como sultanas, figos, alperces, bagas goji e maçã, podem ser rehidratados e depois triturados, fazendo assim uma mousse mais cremosa para depois adicionar a batidos, panquecas e cereais, e ainda às sobremesas como tartes e mousses. Pode-se fazer um adoçante tipo xarope, ou então mais cremoso, consoante a quantidade de água que adicionar. 
 
Tal como a fruta fresca, os frutos secos são ricos em vitaminas, minerais e fibra.
 
Isabel Costa
Naturopata e formadora
 
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