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Zen Setembro 2019
19 / 09 / 2019

Seremos realmente livres?

As pessoas afirmam-se, muitas vezes, como seres livres, mas outras vezes reclamam por liberdade. maioritariamente referem-se à liberdade de expressão social (que pode ser de forma séria e honesta) e liberdade de ação (também para fazerem o que quiserem, independentemente das consequências, não apenas nas suas vidas, mas também na vida de outras pessoas).

Sem dúvida que todo o ser humano tem, ou deveria ter, como seu direito natural a liberdade de expressão, liberdade religiosa e liberdade para receber educação (sobretudo inacessível a tantas mulheres no mundo por proibição fundamentalista), tal como menciona a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Será a liberdade apenas esses direitos? Não. Em primeiro lugar, liberdade encerra em si respeito por si mesmo e pelos outros. A liberdade de um termina onde começa a do outro. Estamos ligados. “Problema meu” é algo que não existe, é problema de todos. Por exemplo, fumar, embriagar-se, etc., é um “direito” de escolha individual segundo quem o faz, mas a realidade é que as consequências dessas escolhas não abrangem apenas os indivíduos, mas sim a sociedade (que somos todos nós), que tem de contribuir para o pagamento de doenças resultantes dessas escolhas. Pior ainda são as vidas que tantas vezes se perdem, em consequência de condutores embriagados na estrada. Onde está o direito à vida? Onde está a liberdade? Não seremos antes prisioneiros? Só quando o ser humano acordar para a sua verdadeira dimensão espiritual é que será livre, inde- pendentemente das circunstâncias exteriores.

Somos escravos dos nossos desejos a vários níveis:

Somos prisioneiros das nossas pupilas gustativas , armadilha que quer abraçar a dor, anestesiar a emoção com o conforto passageiro com o doce ou comida conforto que se adequa à emoção de cada um. Não questionamos o que é bom para a saúde. Rendemo-nos submissamente à ditadura do vício alimentar recheado de crenças justificadas desde a infância: “Um bocadinho não faz mal”, “Portaste-te bem, mereces um doce”, “Os pais vão estar fora, mas quando regressarmos trazemos um doce ou uma prenda”;

Somos prisioneiros da ganância, do poder, do orgulho, da luxúria que leva à destruição de tantas famílias, empresas e até governos;

Somos prisioneiros das nossas crenças em relação a outros seres humanos pelas diferenças de cor de pele, género, estatuto social, religião, cultura. Cada vez que definimos negativamente alguém por uma destas características, interiormente estamos a negar os direitos inatos que esse ser tem, independentemente de qualquer característica acima mencionada. Ficamos prisioneiros de uma ideia ou preconceito que não nos permite evoluir;

Somos prisioneiros dos medos que nos impedem de ir à conquista dos nossos sonhos e ideais. Tantos ficam reféns de uma vida morna, porque acreditaram que não era seguro ir mais além, que não deveriam voar por uma série de razões “justificadas”.

Lista de horrores

Infelizmente, todos os dias vimos e ouvimos notícias que são verdadeiros atentados aos direitos fundamentais do ser humano, começando pelo próprio direito à vida. Milhões de inocentes morrem em guerras injustificadas, no submundo do crime, na escravatura do século XXI (trabalho infantil, redes de prostituição, roubo, droga, etc.). Dados da UNICEF revelam que existem 153 milhões de órfãos no mundo; milhares de meninas são forçadas a casar a partir dos oito anos com homens de 30/40 anos; milhares de meninas são mutiladas genitalmente pelas próprias mães e avós, muitas morrendo em consequência de infeções e as que resistem ficam com problemas graves para o resto da vida. A lista de horrores não termina aqui, mas há esperança em termos um mundo melhor. No entanto, precisamos de rever os conceitos sobre a nossa liberdade emocional, mental e espiritual.

Termino com o artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os Seres Humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados da razão e de consciência devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” E um dia todos deixaremos de ser crisalidas para nos tornarmos belas borboletas... e voar livremente!

A vida tem possibilidades infinitas de experiências para nos proporcionar. o grande problema é o medo de errar por causa das crenças. na minha opinião existem dois aspetos que podem orientar-nos:

1) Todos os caminhos estão certos. Não existem erros. Existem cami- nhos, experiências, aprendizagens;

2) Se as nossas escolhas envolve rem outros, é muito fácil saber o certo e o errado. Basta não fazermos aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nós.

 
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